Edificar a paz

Doloroso é vermos os caminhos da nossa amada Terra ainda cheios de situações conflitantes e guerras atrozes. O mundo sempre conviveu com guerras. A hora, porém, é de paz. Desejamos a paz.

Mesmo o nosso amado Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho, tem vivido situações em que nos perguntamos aonde foram parar a educação das pessoas, a fraternidade e o conhecimento de Jesus. As pessoas têm estado com os sentimentos à flor da pele, e qualquer discussão mais acalorada pode fugir ao equilíbrio. Mesmo aqueles que deveriam ser exemplos para muitos estão deixando a desejar.

Então nos lembramos de um homem chamado amor, que muitos puderam conhecer: o arauto da imortalidade, através da psicografia e da mediunidade em vários matizes; o exemplo de trabalhador do bem, humilde e pacificador; o nosso amado Chico Xavier. A juventude atual não o conheceu, mas suas obras falam por si. Seu amor fazia com que estivesse sempre ao lado dos sofredores, realizando todo o bem que podia. Sofreu nas mãos dos homens, mas soube ser exemplo de seguidor de Jesus.

Há muitos missionários da paz que vieram ao mundo para edificar um reino melhor em nome de Jesus. Muitos passaram desconhecidos da multidão, mas conhecidos ao seu redor, tremulando a bandeira da caridade e do amor. Jesus os conhecia.

A paz do mundo começa dentro de cada um, e é preciso que cada pessoa avalie os próprios sentimentos para tornar-se melhor.

Joanna de Ângelis, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, no livro Florações Evangélicas, comenta que, infelizmente, em todos os setores das atividades humanas, ocorrem dissensões e debates, alguns dos quais se fazem fatores de ordem e evolução.

Dissentir, porém, diz ela, não é separar. Discordar de opinião não significa provocar querela, balbúrdia, divisão ou anarquia.

É lamentável considerar, continua ela, que a dissensão campeia porque os elementos constitutivos do grupo social se caracterizam por qualidades que supõem possuir, mas que não se esforçam sequer por conquistar.

A maioria acredita ser formada de “campeões da humildade”; grande parte se considera “ás do dever retamente cumprido”; excessiva massa se nomeia “líder do trabalho”. No entanto, raros desejam ser apenas “servidores”, o melhor título que se pode disputar, considerando-se que o Mestre Jesus outra coisa não fez senão tornar-se o servidor de todos por excelência.

Diante dos dissidentes contumazes e daqueles que se adornam de melindres enfermiços habituais, carecendo de compaixão por se alimentarem de venenos destruidores, mantém a serenidade e não te desgastes com eles. Esquecem-se do lado bom que possuem e se aferram à natureza inferior que neles predomina, tornando-se algozes impiedosos de si mesmos.

Cultivam o amor-próprio com esmero.

Não vás com eles, nem os sigas mentalmente sequer. Aprenderão amanhã, ou mais tarde, com a vida ou por si próprios.

Dissensões sempre houve em todos os campos, e por muito tempo ainda haverá.

Sê tu cordato, porém não subserviente; humilde, contudo não vulgar; bondoso, sem a preocupação de conquistar afeição por esse meio.

Sábios conselhos de Joanna de Ângelis. Aprendamos com eles e edifiquemos a paz. Sejamos afáveis, compassivos e amorosos.



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