Mais uma discórdia espírita? - Fernando Patrocinio

Nos últimos meses, ou, anos, estamos assistindo a uma febre doentia de se buscar, se discutir, se propalar e de se substituir por outros, alguns escritos do Sr. Allan Kardec, pedagogo e codificador do Espiritismo em meados do Século 19; e, isto, pois, dentro do próprio movimento espírita atual.

E, fundamentados nisso, pois, já se estão produzindo novas edições, por exemplo, de “A Gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo” (1869-AK), obra de Kardec, donde alegam ser, esta, agora, a original, considerando-se que as anteriores, de outras editoras, inclusive da FEB, são obras adulteradas e coisas que tais da inflamada psicologia da discórdia, no caso, espiritista, que, afinal, nunca chega ao fim.

Quando, doutra parte, temos a sua defesa, ou seja, a divulgação de que tal obra não fora adulterada, tratando-se, pois da mais cristalina verdade, sendo aquelas outras, isto sim, as adulteradas ou mentirosas, e etc. etc. etc.

Noutros termos, trata-se da “eterna-guerra-espírita”, que nunca se encerra, e, pois, verificada dentro do seu próprio movimento – MEB – que, agora, se atualiza, ou, se moderniza, pois que dantes era, como se sabe, da questão Roustaing, do Chico, de Pietro Ubaldi, e etc. e etc. e etc.

Ora, se bem nos compenetrássemos da ideia de que o Espiritismo é Cristo que volta, que retorna, ainda, como Consolador Prometido, e, pois, como:

“Reformulador da Conduta Humana para o Amor, para o Bem, para a Caridade, e, pois, para a produção da Paz Mundial”.

Sem dúvida que, com isso, aproveitaríamos muito mais de seus benéficos ensinos colocando-os em prática viva, quando, então, dispensaríamos essa discussão infernal que nunca termina, obra, pois, do inferno que ainda existe dentro de nós: Espíritos rebeldes, egoístas e orgulhosos, e, pois, detentores de outras tantas deformidades do nosso caráter, nossa falta de Amor nos Corações.



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