Necessidade de paz

Com preocupação observamos o início de 2026. A violência e o desejo de poder estão crescendo em muitos corações. É preciso lembrar-nos da paz e dos ensinamentos de Jesus. É preciso nos armarmos, não com armas propriamente, mas sim dentro de nós mesmos, de bondade, fraternidade e amor ao próximo, lembrando que Jesus, no Sermão da Montanha, asseverou que os mansos herdarão a Terra.

Estamos nos preocupando com as guerras que já existem e com ameaças de outras que possam surgir. Necessário mantermos as preces pela paz.

Na questão 742 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga qual é a causa que leva o homem à guerra. Os espíritos respondem que é devido à predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e à satisfação das paixões. Dizem eles que, no estado de barbárie, os povos não conhecem senão o direito do mais forte; por isso, a guerra é para eles um estado normal. À medida que o homem progride, ela se torna menos frequente, porque ele lhe evita as causas, e, quando é necessária, sabe aliá-la à humanidade. Complementam, na questão 743, afirmando que um dia a guerra desaparecerá da face da Terra, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. E, então, todos os povos serão irmãos.

O desejo de todo o ser do bem é a fraternidade, a honra, a justiça. Quando vemos a iniquidade nos atos humanos a indignação cresce. Quando ouvimos falar de rumores de guerras, vem-nos a preocupação e sentimos a necessidade da oração. Oremos, pois, pelo nosso planeta, que se encontra doente. Precisamos vivenciar Jesus e só assim as armas desaparecerão e o ódio cederá lugar ao amor.

É preciso que as nações da Terra compreendam que somos todos filhos de Deus e que o amor é o único e verdadeiro poder. Temos repetido isso com frequência.

Nos bastidores das reuniões mediúnicas, espíritos ainda ligados à violência e à truculência comunicam-se, desejosos de provocar o caos na Terra, para que seu poder se perpetue. Não. Não nos intimidemos. A hora é mais do que nunca de exercitarmos a paz, a coragem, a mansidão, a força do amor e da movimentação crescente da fé.

Jesus está no comando do planeta e seu desejo é que alcancemos a maturidade, para compreendermos que precisamos ser pacificadores, o que é mais do que ser pacífico. Ser pacificador mostra um movimento preciso para manter a paz onde estejamos, no dia a dia, exemplificando para todos.

O nosso Brasil precisa pacificar-se. Somos irmãos e, portanto, devemos manter-nos unidos.

Joanna de Ângelis, no livro Otimismo, psicografado por Divaldo Franco, afirma que a paz não vem mediante a anuência dos ignorantes que aplaudem o sucesso dos poderosos, tornando-os mais vaidosos e prepotentes, tanto quanto não pode ser retratada na preguiça física ou mental dos abastados. Resulta da ação correta, mesmo quando não elogiada ou aceita, que se estrutura na consciência tranquila pelo dever cumprido, embora não concorde com a situação dominante, proporcionando um coração harmonizado nos seus sentimentos éticos.

Quando o mundo se arma, belicoso, cultivemos a paz. Oremos e ajamos corretamente. E não nos afastemos jamais do amor.



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