Harriet Beecher Stowe
Harriet Beecher Stowe (1811–1896) foi uma escritora e abolicionista norte-americana, autora de A Cabana do Pai Tomás, obra que denunciou a escravidão e se tornou um marco da literatura mundial. Sua vida foi marcada pelo ativismo social, pela produção literária intensa e pela influência direta nos debates que levaram à Guerra Civil dos Estados Unidos.
Harriet Beecher Stowe nasceu dia 14 de junho de 1811, em Litchfield, Connecticut, EUA. Foi filha do pastor congregacional Lyman Beecher e de Roxana Foote. Cresceu em um ambiente religioso e intelectual, cercada por irmãos que também se destacaram em áreas como religião e educação.
Estudou na Hartford Female Seminary, fundado por sua irmã Catharine Beecher, onde recebeu uma formação incomum para mulheres da época, com ênfase em línguas.
Em 1836, casou-se com Calvin Ellis Stowe, professor e teólogo. O casal teve sete filhos, enfrentando dificuldades financeiras e perdas familiares, experiências que influenciaram sua escrita.
Harriet Beecher Stowe também foi reconhecida como médium. Relatos históricos e espirituais afirmam que ela possuía mediunidade de vidência e incorporação, convivendo com manifestações espirituais em sua vida cotidiana, junto de seu marido Calvin Stowe, que também era médium vidente.
Na sua carreira literária, escreveu 30 livros, incluindo romances, memórias de viagem e coleções de artigos e cartas.
A mediunidade de Harriet Beecher Stowe
Podemos destacar em Harriet vários tipos de mediunidade. Era considerada médium vidente e de incorporação. Segundo registros, Harriet via espíritos com tanta clareza que, às vezes, era difícil distinguir os encarnados dos desencarnados. No ambiente familiar, seu esposo, Calvin Ellis Stowe, também relatava experiências mediúnicas, o que tornava o lar da família um espaço permeado por fenômenos espirituais. Para ela, essas visões eram parte da vida cotidiana, encaradas com serenidade e sem escândalo.
Muitos estudiosos espíritas apontam que sua sensibilidade espiritual influenciou sua escrita, especialmente em A Cabana do Pai Tomás.
A obra, além de denunciar a escravidão, transmite uma forte mensagem moral e espiritual, refletindo sua percepção sobre justiça e compaixão.
Essa ligação entre inspiração literária e mediunidade é vista como um exemplo de como experiências espirituais podem transformar-se em arte e ativismo social.
A Cabana do Pai Tomás, retratou a vida dos escravizados e denunciou a brutalidade da escravidão. O livro vendeu centenas de milhares de cópias e foi traduzido para diversos idiomas. A obra provocou forte reação: foi celebrada por abolicionistas e atacada por defensores da escravidão. Tornou-se, assim, um dos livros mais influentes do século XIX e ajudou a fortalecer o movimento abolicionista nos EUA e na Europa.
Harriet também defendeu os direitos das mulheres e participou de debates públicos sobre as questões sociais, tornando-se, pois, em uma figura pública respeitada, recebida por líderes políticos e religiosos.
Os últimos anos de Harriet
Após o sucesso de sua obra, ela continuou escrevendo e viajando, tendo vivido seus últimos anos em Hartford, Connecticut, onde faleceu em 1º de julho de 1896, aos 85 anos.
Reconhecida como uma das escritoras mais influentes do século XIX, Harriet deixou um legado literário e social duradouro. No Brasil, Harriet Beecher Stowe é lembrada não apenas como abolicionista, mas como figura ligada ao Espiritismo.
Seu nome aparece em periódicos espíritas, que destacam sua mediunidade e a influência espiritual de sua obra.
A Cabana do Pai Tomás foi traduzida para o idioma português e adaptada como telenovela em 1969, ampliando assim seu impacto cultural.
Seu trabalho inspirou movimentos abolicionistas em diversos países, inclusive no Brasil, onde sua obra circulou entre intelectuais e ativistas. E é lembrada como símbolo da luta contra a escravidão e da força da literatura como instrumento de transformação social.

Comentário