Dificuldades a vencer

Mergulhados neste mundo de provas e expiações, cada um dos encarnados que aqui se encontra tem seu quinhão de dores a experimentar, para que possa se elevar como espírito e filho de Deus.

Na questão 871 de O Livro dos Espíritos, os espíritos esclarecem que a prova não tem o objetivo de mostrar a Deus o mérito de um encarnado, porque Deus sabe perfeitamente o que ele quer, mas de deixar a esse homem toda a responsabilidade de sua ação, visto que tem a liberdade de fazer ou não fazer. Tendo o homem a escolha entre o bem e o mal, a prova tem por efeito colocá-lo em luta com a tentação do mal e deixar-lhe todo o mérito da resistência.

Simplificando estas palavras, poderíamos dizer que cada ser humano é o artífice de sua dor ou de suas alegrias, dado que lhe compete pelo livre-arbítrio a escolha dos atos que poderão impulsioná-lo para a ascensão espiritual ou mantê-lo nas amarras da dor.

Repete-se muito que os momentos estão turbulentos, difíceis. Mesmo nações que sempre foram irmãs estão se desentendendo. Horas difíceis se aproximam, pois, quando o homem se afasta do amor, a dor lhe vem fazer companhia, para o seu despertar.

Precisamos manter-nos vigilantes e orando. O convite de Jesus é para nos amarmos uns aos outros, não para digladiarmos uns com os outros.

O amor nos vem chamar e a fraternidade nos convoca.

A hora é de preocupações com as dores que podem se avolumar, mas também é hora de fé em Deus, na certeza de que ninguém passa por dores de que não necessita.

Pelas mãos de Chico Xavier, de autoria do espírito de Emmanuel, vemos no Livro da Esperança, na página O Remédio Justo, estas palavras: “quando vejas alguém submetido aos mais duros entraves, não suponhas que esse alguém permaneça no olvido, por parte dos benfeitores espirituais que lhe seguem a marcha. O amor brilha e paira sobre todas as dificuldades, à maneira do sol que paira e brilha sobre todas as nuvens. Ao invés de revolta e desalento, oferece paz e esperança ao companheiro que chora, para que à frente de todo o mal, todo o bem prevaleça. Isso porque onde existam almas sinceras, à procura do bem, o sofrimento é sempre o remédio justo da vida para que, junto delas, não suceda o pior”.

Perguntamo-nos qual será o quinhão de dor que o amor de Deus oferecerá aos homens, seus filhos, que se afastam da concórdia e do amor aos seus irmãos, por orgulho ferido, por desejo de poder, por vaidade... O amor desde há muito deveria ser o sentimento dominante nas criaturas e a fraternidade deveria ser a ação escolhida para amparar os que se encontram em aflições.

A pandemia da Covid veio e por um tempo as nações se uniram para a paz e para a sobrevivência.

O que deveremos aguardar, quando as injúrias e a violência tomam o lugar da paz e da concórdia?

Vigiemos, irmãos queridos e oremos, no desejo do bem. Dores virão, mas o amor vencerá.

Mantenhamos esperanças.

Tenhamos fé.



Comentário

0 Comentários