Oração de Mãe

Nunca é demais lembrarmos, com amor, as mães que Deus permitiu serem os arautos da esperança para os espíritos em evolução.

No mês de maio, em que são tão lembradas, permitam-nos aqui apresentar uma prece escrita por Meimei, por meio da psicografia de Chico Xavier. Meimei, que desencarnou muito jovem e não conseguiu atender ao seu desejo humano de ser mãe, na última encarnação, escreve como uma delas, rogando a Deus por seus filhos.

“Deus de infinita bondade!
Pusestes astros nos céus e colocastes flores na haste agressiva... A mim destes os filhos e, com os filhos, me destes um amor diferente, que me rasga as entranhas, como se eu fosse roseira espinhosa à qual mandastes carregar uma estrela...
Aceitastes minha fragilidade a Vosso serviço, determinando que eu sustente, com a maternidade, o mandato da vida; entretanto, não me deixeis transportar, sozinha, um tesouro assim tão grande! Dai-me forças para que Vos compreenda os desígnios; guiai-me o entendimento para que a minha dedicação não se faça egoísmo; guardai-me em Vossos braços eternos, para que o meu sentimento não se transforme em cegueira.
Ensinai-me a abraçar os filhos de outras mães com o carinho que me insuflais no trato daqueles com que enriquecestes minha alma!
Fazei-me reconhecer que os rebentos de minha ternura são depósitos de Vossa bondade, consciências livres que devo encaminhar para a Vossa vontade, e não para os meus caprichos. Inspirai-me humildade, para que não tresmalhem no orgulho por minha causa. Concedei-me a honra do trabalho constante, a fim de que não venha a precipitá-los na indolência. Auxiliai-me a querê-los sem paixão e a servi-los sem apego. Esclarecei-me para que eu ame a todos eles com devotamento igual; no entanto, Senhor, permiti-me inclinar o coração, em Vosso nome, como sentinela de Vossa bênção, junto daqueles que se mostrarem menos felizes!... Que eu me veja contente e grata, se me puderem oferecer mínima parcela de ventura, e que me sinta igualmente reconhecida se, para afagá-los, for impelida a seguir, nos caminhos do tempo, por longos calvários de aflição!...
E, no dia em que me caiba entregá-los aos compromissos que lhes reservastes, ou restituí-los às Vossas mãos, dai que, ainda mesmo por entre lágrimas, possa eu dizer-Vos, em oração, com a obediência da excelsa mãe de Jesus: “Senhor, eis aqui Vossa serva! Cumpra-se em mim, segundo a Vossa palavra!...”

Meimei tinha grande carinho pelas crianças. No mundo espiritual, cuida daquelas que desencarnaram.

Atualmente, grande parcela das mães trabalha fora. O número de filhos por casal diminuiu muito, mas o amor permanece o mesmo. A responsabilidade de educar — podando arestas, retirando ervas daninhas, como fazem os jardineiros que cuidam de seus jardins — continua intensa.

É preciso levar aos filhos as orientações de Jesus. A escola, tendo se tornado laica, acentuou a responsabilidade dos pais, especialmente das mães, para que seus filhos se tornem amorosos, bondosos e gentis, com Jesus no coração, sendo fraternos como desejaríamos que fossem, a fim de alcançarmos o tão almejado mundo de regeneração.

É preciso educar, amar, crescer em espírito, amadurecer e praticar a bondade.



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