O "fardo" do perdão

“O Perdão nos tira um fardo muito pesado de carregar.”- Haroldo Dutra Dias

Minha necessidade moral, sua necessidade moral, nossa necessidade moral. Um assunto estudado, mas pouco aprofundado por nós, meros espíritos vivendo no mundo de provas e expiações.

“Como perdoar alguém se eu mesmo não me perdoo?”

Esse questionamento deve sondar muitos de nós; parece tão difícil deixar as coisas pra trás, coisas que não acrescentam “nada”, mas mesmo assim todos os dias transformam-se em lutas internas e duras que nos fazem duvidar do nosso próprio ser; o ressentimento inconsciente nos torna escravos de nossa própria mente e acabamos mascarando nossos sentimentos e não aceitando ou até nos enganando para aceitar que estamos aqui por um motivo. 

O que nos impede de praticar o perdão?

A famosa mágoa, aquela que se instala no nosso peito, e se deixarmos ela fica lá por um bom tempo, é ainda acompanhada pelo orgulho e a culpa. Como já disse nosso amigo Haroldo Dutra: “A mágoa retira de nós muito mais do que a ofensa, pois ela continua corroendo por dentro mesmo depois de passados muitos anos do final da agressão”.

Muitos procuram a cura, mas deixa eu contar pra vocês onde ela está: está aqui comigo, está aí com você. O perdão é enxergar o erro com os óculos da justiça; assim onde há dor haja amor e uma cicatriz, cicatrizes nos fazem humanos, ser humano nos faz ser fortes.

Perdoar não é esquecer, perdoar não é confiar, perdoar é se comprometer com você mesmo a se reconciliar e entender seu próprio coração apesar do erro, tirando sempre um aprendizado e não culpando a si ou a quem o machucou, para aceitar esta missão, que é bem maior: a evolução.

“Perdão pra mim é liberar todo e qualquer sentimento ruim que sente por alguém e que fica dentro da gente. E quando a gente guarda coisa ruim, isso afeta diretamente a nossa felicidade, e ninguém vai me impedir de ser feliz. Quem perdoa é o maior beneficiado!” (Pablo)

Nossa bagagem fica tão lotada que só dá problema na hora de carregar, um peso nas costas tão ilusório que nos faz achar que é real ao longo do tempo, fazendo com que se multiplique a dor, nos faz ficar na zona de conforto do “eu te perdoei, mas não esqueci”.

Como esquecer as feridas se logo que estão em processo de cura são cutucadas por você próprio? Como diria uma amiga muito querida, “Precisamos entender que neste mundo somos todos viajantes, nada é verdadeiramente nosso, a única bagagem que dele levaremos é a nossa alma, é importante que ela esteja sempre ‘limpa’.”

Não se cobre tanto e tenha consciência de que você todos os dias pode ser sua melhor versão.

Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes. (Mateus, 18:21,22)

Cola em Jesus que com ele é só sucesso.

Capítulo X - “Bem-aventurados os que são misericordiosos”. (O Evangelho segundo o Espiritismo)



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